CONSIDERAÇÕES SOBRE ALIMENTAÇÃO E EMAGRECIMENTO

Quando falamos sobre emagrecimento, a dúvida mais frequente é, tenho que reduzir a quantidade de ingesta diária de comida? Será essa medida realmente necessária? Nos dias atuais estamos diante de muitas loucuras e receitas milagrosas buscando a todo custo baixar o peso. Pessoas de todas as idades e sem nenhuma restrição ou cuidados, utilizando termogênicos, shakes, dietas restritivas a carboidratos, proteínas, dietas da sopa, fruta, do sol, pessoas que ficam horas e horas sem comer, e até aqueles que utilizam de remédios diuréticos para diminuição da retenção hídrica do corpo.

Nesse caso não podemos achar que essas medidas nada saudáveis e nem indicadas, poderão nos apresentar resultados satisfatórios, saudáveis e duradouros. Com certeza alguns resultados como a redução de peso acontecerão, mas se falarmos de peso corporal total, estaremos falando de tecido muscular (massa magra e massa de gordura corporal), e executar todas essas aberrações que citamos acima estaremos favorecendo ao catabolismo proteico e aumento do tecido adiposo. Nesse caso na balança o peso cai, por causa da diminuição do peso liquido do nosso corpo, isso quer dizer, aumento do percentual de gordura, que por ser menos densa, pesa menos.

Vamos entender que deixar de comer, ficar em jejum, ou dentro da rotina acelerada dos dias atuais ficar muitas horas sem realizar ingesta nenhuma, podemos gerar ao organismo situações de baixa imunidade, queda da atividade cerebral, baixa velocidade de reação motora, catabolismo de proteínas para gloconeogênese e queda da atividade metabólica para o armazenamento de energia. Todos esses fatores acontecem por causa de um aumento dos níveis de cortisol, que é um hormônio que, com essas ações nada indicadas que citamos acima sendo realizadas, tende a diminuir a imunidade e aumentar os estoques de gordura corporal.

Quanto mais tempo ficamos sem realizar ingesta, temos a aumentar a nossa fome, e ela prolongada induz a produção do cortisol, esse que por sua vez é um hormônio oposto à testosterona.  Dessa forma, com o seu aumento, menor será a produção desse hormônio de crescimento que é a testosterona, o que com certeza nos levará à uma perda de tecidos, mais conhecido como estado de catabolismo.

Diante de todas essas colocações acima, sempre fica a sugestão de optar por hábitos mais saudáveis, não é restringindo nosso corpo aos alimentos que vamos ser mais saudáveis, ou emagrecer com qualidade nutritiva, nesse caso o menos não é menos, e sim se torna mais. A melhor opção sempre será uma rotina de atividade física combinada com uma boa ingesta alimentar. Procure dois bons profissionais, um professor e um nutricionista.

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